Golden Axe

Usa as magias.

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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Sonic

Olha as argolas!
Capa do jogo.
Quem é o ouriço mais rápido do mundo? Já devem estar a adivinhar que vos vou falar do Sonic. O Sonic foi um jogo criado para a consola da Sega Mega Drive em 1991 e foi aquilo que se pode chamar de “killer game” desta consola e também um dos maiores ícones da indústria dos videojogos.
Os primeiros anúncios que vi desta nova mascote da Sega foram estrondosos, cheios de cor, rapidez e música envolvente, este foi o jogo que marcou todos os fãs do género de plataformas e não só. Lembro-me perfeitamente de estar num hipermercado qualquer pasmado a ver o Sonic numa televisão e era só a versão demo, mais tarde só via os outros jogarem pois aquilo era mesmo concorrido, tal a fama que ganhou e como já disse para a época ser algo de revolucionário.
Sonic é um ouriço azul que vive numa ilha com outros animais que estão a ser transformados em robôs para encontrar as esmeraldas do caos e são controlados pelo vilão Dr. Robotnik que planeia dominar o mundo.
Esta era a premissa do jogo, mas desde que entravamos no primeiro acto da zona um ficávamos logo agarrados e não conseguíamos parar, tudo no jogo era lindíssimo, os cenários, os bonecos bem desenhados, todas as animações, tudo nos prendia a atenção desde o início mas o principal era a velocidade a que o Sonic se conseguia mover, efectuando loops e saltos loucos dependendo da velocidade que se atingia. Não eram raras as vezes em que se perdia por causa da velocidade que ora nos fazia falhar saltos, ora nos fazia ser atingidos pelos inimigos
O jogo tinha sete níveis distintos e cada nível estava dividido em três actos, no final do terceiro acto tínhamos o boss que era o Dr. Robotnik a controlar uma das suas máquinas que eram diferentes até ao final sempre que se vencia o boss ele fugia e só no ultimo nível é que se conseguia apanha-lo finalmente.
Ao longo do jogo existiam vários inimigos que podiam ser salvos do seu estado de robot se saltássemos para cima deles ou rolássemos contra eles, tínhamos de apanhar argolas de ouro que basicamente permitiam chocássemos contra os inimigos sem perder, porém sempre que acontecia perdíamos tudo e tínhamos de apanhar mais novamente, a cada cem argolas recebia-se uma vida.
Imagem do jogo.

Quando os primeiros amigos tiveram o jogo começaram as romarias e como naquela altura quase todos eram Mega Drive boys em Portugal quando se terminava o jogo era logo emprestar ou então ir alugar em casas de jogos que havia, no Porto, por exemplo, lembro-me que o Centro Comercial Stop era o local de eleição.
O vício no jogo era de tal maneira que até as raparigas normalmente alheias a estas coisas adoravam o bicho e também se juntavam para jogar, quando tive a minha Mega Drive, tinha lá primas e primos batidos a jogar.
E então quando descobri o seguinte código CIMA – BAIXO – ESQUERDA – DIREITA – A – START no menu inicial isso foi a loucura porque me permitia ir para qualquer nível e logo para o último.
Este é sem dúvida um dos jogos que mais me cativou e que ainda hoje me dá gosto jogar porque na minha opinião tem tudo o que um jogo de plataformas deve ter aliás o seu sucesso foi de tal forma que a alcunha de um dos meus melhores amigos é a de Sonic.

Vamos dar corda aos vitorinos!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Streets of Rage

Chama a Polícia!

Capa do jogo.
Estamos em 1991 e os filmes de porrada fazem sucesso, portanto não é de estranhar que para a Mega Drive saísse um jogo em que nos permitisse andar ao soco e pontapé de um forma divertida, o jogo que é aqui apresentado é o Streets of Rage, jogo de acção em scroll horizontal que dava para dois jogadores ao mesmo tempo.
Neste jogo controlamos um de três personagens possíveis, três polícias jovens incorruptiveis que lutam contra o Sindicato do Mal, normalmente cá por casa como acontecia com a maioria dos jogos ninguém escolhia a gaja. Cada personagem era dotada de características diferentes bem como golpes especiais, e quando se juntava mais um jogador existia a possibilidade de executar golpes especiais utilizando o corpo do companheiro quer fosse para atirar contra os adversários quer fosse agarrar para dar pontapés.
Depois em caso de emergência podíamos convocar mais um companheiro que aparecia num carro da policia e que disparava um bazuca que normalmente matava todos os mauzões que estavam no ecrã, se bem que eu gostava mais quando era o jogador 2 a chamar porque deixava de ser bazuca e era tipo uma metralhadora rotativa que parecia mais potente mas fazia exactamente o mesmo. Lembro-me perfeitamente das inúmeras vezes em que eu ou outra pessoa no calor da luta chamava a policia durante o confronto com os vilões mais fracos o que era desesperante pois já não se poderia usar contra o bossa que aparecia no final de cada nível.
Falando em bosses, cada nível tinha o seu se bem que aqueles que eu mais detestava eram os gordos que deitavam fogo, e as gajas que andavam sempre aos saltos para mim eram muito mais difíceis que o boss final.
As personagens.
Sempre que se atingia o fim de cada nível tudo era convertido em pontos e quantos mais pontos mais vidas se ganhava, e nessa altura valia tudo, porque era competir sempre para ver quem tinha mais pontos as vezes ate se apanhava energia sem precisar deixando o colega à rasca só para se ter mais pontos, ou então dar porrada no colega o que lhe tirava energia o que também era engraçado mas se bem que por vezes desesperante quando não havia energia e depois claro as armas que estavam espalhadas, canos, tacos de baseball, facas, granadas tudo servia para arrear nos maltrapilhos e nos nossos colegas de jogo o que não era raro acontecer.


Imagem do jogo.

 A banda sonora do jogo era excelente o que dava muita emoção quando se faziam partidas e dava mais vontade de descarregar cargas de facho nos corpos dos adversários, os cenários eram engraçados se bem que o meu favorito era o do elevador nesse divertia-me a agarrar os bandidos e a atira-los para fora, o jogo era divertido e não muito difícil de se atingir o final que diga-se tinha dois diferentes um bom e um mau em que nos tornávamos nos senhores do crime.
Pelas horas que passei com este jogo principalmente na companhia de outros jogadores, faz todo o sentido que seja uma peça deste museu.


O cano é meu!