Golden Axe

Usa as magias.

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quinta-feira, 15 de março de 2012

Broken Sword

O Mistério dos Templários

Capa do Jogo
Um jogo de aventura gráfica ou point and click, desenvolvido pela Revolution Software e lançado em 1996, era um jogo impressionante para a época com cenários e personagens desenhados à mão fazendo com que o jogo se parecesse mais com algum desenho animado interactivo do que propriamente um videojogo.

A história começa com George um americano a passar férias em Paris, que enquanto estava descansado da vida numa esplanada vem um palhaço qualquer que lhe vai estragar as férias, digo isto literalmente, porque é um palhaço que surge.

A partir desta premissa e após quase ter morrido numa explosão George decide investigar aquilo que está a acontecer numa viagem que o vai levar aos mais diversos locais desde a Irlanda à Siria entre outros locais, pelo meio conhece a jornalista Nicole personagem com a qual irá desenvolver uma relação de companheirismo ou algo mais.

Imagem do jogo
O argumento do jogo está muito bem construído e podemos optar a dada altura por escolher primeiro os locais onde queremos ir sem ter de ser estritamente linear, os diálogos estão muito bem construídos e são inteligentes e por vezes com muito humor sendo o meu local preferido o pequeno bar irlandês que tem imensas pérolas, os puzzles que surgem normalmente fazem sentido e têm lógica, lembro-me de ficar enrascado na Síria por causa de uma toalha e um jipe e fico-me por aqui pois levei dias a descobrir a solução a barra de ferramentas e bolsa eram bem conseguidas desaparecendo de forma subtil para podemos ver bem os cenários com atenção e basicamente só era preciso o rato para controlar a personagem e realizar as restantes acções mas a historia era tão boa que nos mantinha presos ao monitor para ver como ia ser o final e apesar de ser um jogo para apenas um jogador não era rara a vez em que tinha alguém ao meu lado tão emocionado como eu a ver o que se ia passar, aliás normalmente até tentava-se estar sempre presente durante o jogo para não perder pitada do que se passava.

Pelo meio temos sequências vídeo as famosas FMV, ou film motion video, que eram muito boas, a banda sonora era envolvente e dava ainda mais ênfase aos locais e situações que eram vividas, e apesar de ser um argumento romanceado temos varias referencias históricas que são verdadeiras e nas quais até se podia aprender um pouco e eu como fanático por historia ficava sempre a ouvir com atenção as explicações de um tinhoso do jogo que era arqueologista, era tinhoso porque tinha a mania de ser o maior.

Imagem do jogo
Em suma este é para mim o jogo que redefine o género e que dá inicio a uma saga  que viria a ter mais três continuações se bem que a ultima aventura fosse a piorzinha. 

Já me esquecia do pormenor fantástico durante a instalação do jogo no PC tínhamos um joguinho tipo pang ou pong nem sei para estarmos entretidos até ao fim da instalação que consistia em dois cds, uau que loucura não era.



quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

The Secret of Monkey Island

"I wanna be a pirate!"

Capa do jogo.
Hoje vou falar de um jogo de piratas, e não estou a falar de jogos que os piratas põem a circular na net, estou a falar do The Secret of Monkey Island, em português o Segredo da Ilha dos Macacos, lançado em 1990 este jogo é uma aventura gráfica na qual temos de levar o nosso personagem Guybrush Threepwood de aspirante a pirata até ao nível de pirata mau e ruim.
Quando descobri este jogo fiquei fascinado porque das aventuras gráficas da Lucas Arts este foi o primeiro que joguei e a partir desse momento este foi um género que me apaixonou definitivamente. Mas o que que tinha este jogo de especial, para já, os diálogos que eram do mais hilariante possível e que nos deixava sempre a esboçar sorrisos, pelo menos aqui por casa a malta que gostava destes jogos e percebia inglês adorava as respostas e historias que eram narradas neste jogo, as muito badaladas lutas de esgrima em que o objectivo era insultar o adversário e deixá-lo sem resposta para vencer e depois a historia em si que era muito divertida.
 
Por falar em história neste jogo como já referi eramos o Guybrush Threepwood um jovem destemido que queria ser pirata ele era ingénuo e um bocado tótó e isso era o suficiente para se arrancar, pelo meio iriamos ter de cumprir desafios para sermos verdadeiros piratas, aprender a esgrimir, trabalhar num circo, fugir de canibais recrutar uma tripulação e interagir com mais personagens memoráveis como o malvado Capitão Le Chuck, a Governadora Elaine Marley, o Meathook um pirata com ganchos nas duas mãos, um velho maluco chamado Herman Toothrot, o cego que fazia a vigia e o meu preferido o Stan um vendedor de barcos que era absolutamente hilariante com aquele discurso típico de vendedor.No jogo tínhamos que cumprir objectivos e desvendar puzzles usando objectos que íamos adquirindo alguns eram roubados outros oferecidos e alguns achados mas eles eram necessários para se avançar na narrativa, como a galinha de borracha que servia para fazer slide numa corda, entre outro, isso muitas vezes se tornou desesperante cá por casa porque alguns dos puzzles eram difíceis, mas também não era de se ficar sem solução porque muitas vezes nos diálogos estavam dicas para se resolver esses obstáculos, por aqui a maior alegria foi quando finalmente se chegou ao fim.
Em suma este era um jogo divertido e que na altura se assemelhava quase a um desenho animado ou alguma coisa saída da mente dos Monty Python se estes fizessem um filme de piratas, a banda sonora em midi era divertida e transportava-nos para os mares e ilhas das Caraíbas local onde se desenrolava a acção, este foi o primeiro jogo da saga e continua a ser tão divertido hoje como foi na época do seu lançamento, com personagens memoráveis e diálogos divertidos é sem dúvida uma peça importante neste museu.



Veja o curso para se tornar um pirata em Monkey Island

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Doom

Mata-o com a moto-serra!
Antes dos Call of Dutys, Medal of Honors entre outros surgiu um jogo que pode ser considerado o pai do género dos FPS (firts person shooter), os chamados “in your face”, esse jogo era o Doom, lançado pela ID Software corria o ano de 1993.
Capa do jogo.
Naquela altura havia um colega da minha rua que tinha um poderoso e fantástico PC, ele era tipo o magnata lá do sítio, e quando saiu o Doom ele disse para irmos ver um jogo que era fantástico e que metia medo e mais não sei que, mas lembro-me sempre daquilo que me marcou quando me falaram do jogo que era matar o pessoal com uma moto-serra, isso foi o que eu achei mais impressionante.
No meu primeiro contacto com o Doom lembro-me de achar aquilo fenomenal e durante uns tempos foram autênticas romarias a casa desse rapaz para vermos o jogo e como iria ser o desfecho daquilo tudo.

Imagem do Jogo
O jogo em si até era muito repetitivo andávamos constantemente por corredores que pareciam sempre os mesmos à procura de chaves que davam para mais corredores o que tornava o jogo muito labiríntico, depois tínhamos imensas armas para usar desde pistolas, caçadeiras, os nossos punhos, a famosa moto-serra uma das preferidas por estes lados, a metralhadora rotativa tipo aquela do filme do Predador, essa também era uma das preferidas, os inimigos também eram interessantes e para altura até eram desafiantes, os níveis estavam repletos de armaduras e kits médicos bem como munições para as armas.

Este era um jogo que para a época nos deixava mesmo imersos para começar nos eramos a personagem aquilo que ela via era o que víamos e nunca se chagava a ver o corpo a não ser as mãos isso criava uma maior intimidade com o jogador, sentíamos mesmo que estávamos ali e jogar com as luzes apagadas e persianas descidas e umas colunas Sound Blaster ajudam mesmo a criar o ambiente certo até saírem comentários ridículos de quem via que normalmente nada tinham a ver com o jogo, alíás havia momentos em que se estava com tanta atenção que o único ruido era das teclas, rato, som do jogo, e do mastigar das batatas fritas, assustador…
Quando fazíamos uma sessão de Doom o que mais me recordo era de um colega nosso que também ia que dizia que o jogo lhe dava tonturas, e que lhe custava jogar, nos todos suspeitávamos que era de ele ter medo, mas sempre demos o benefício da dúvida.

A famosa moto-serra.

O Doom foi o jogo que acabou por nos criar o bichinho dos FPS, pelo menos a mim foi e a sua influencia foi te tal maneira que íamos para prédios em construção com canos a fazer de armas e imitar tudo aquilo que víamos no jogo, acho até que devíamos ter sido os precursores do multiplayer porque aquilo eram verdadeiros team death match, so que não eram online no máximo como estávamos todos juntos no mesmo lugar era uma LAN.




Fica aqui um pequeno excerto do jogo

domingo, 20 de novembro de 2011

Sensible World of Soccer

Refereee!!!
Capa do SWS 95/96
O futebol sempre foi um tema recorrente dos videojogos desde o inicio, e sempre foram feitas inúmeras conversões do desporto rei para o mundo do entretenimento digital, mas uma que me marcou foi sem dúvida o grandioso Sensible World of Soccer nas suas versões 95/96 e 96/97, tinha eu na altura um computador de 166 Mhz e estes jogos corriam no sistema DOS.
Numa altura em que já existia o FIFA e mesmo o Winning Eleven (PES), e outros jogos de futebol este destacava-se por ser extremamente viciante, lembro-me perfeitamente de passar fins-de-semana inteiros com os meus primos a jogar isto e nas férias quando ficava alguém a dormir deixarmos os pais adormecer e ficar vidrados outra vez a jogar e a comer bolachas Maria com Tulicreme.
Este jogo era visto de cima, ou seja era; uma camara aérea e víamos uns bonequinhos pequenitos que corriam de caraças, quer dizer pelo menos alguns corriam, e não era preciso ser Weah ou assim para correr muito eu lembro-me do Taira no Belenenses que corria de caraças e o Tulipa também.
Recordo-me de que se podia ser o treinador e jogar ao mesmo tempo, eu fazia carreiras de treinador que eram vinte anos se não estou em erro, chegava ao fim disso num fim-de-semana. E ainda dava para personalizar equipas e criar ligas fictícias, tinha sempre duas equipas, a do pessoal da rua e da escola e uma da malta do andebol, e ainda, dava para personalizar os cabelos tom de pele e pouco mais, havia um colega que não devia tomar banho muitas vezes tipo Cascão da turma da Mónica e eu esse punha-o sempre de preto, coisas de miúdos e por ultimo podiamos configurar o equipamento com as cores, listas e outras coisas mais.

Imagem de um menu do jogo.

O jogo em si era alucinante e não era muito difícil lesionar-se um jogador, aquilo basicamente era passar e chutar, creio mesmo que era só dois botões, claro que havia o cursor para mover na direcção pretendida. Marcar golos de cabeça era quase impossível, no tempo todo que joguei se marquei uns quinze foi muito, era realmente difícil, o mesmo se pode dizer dos livres mas depois havia uma técnica qualquer e já dava, mais ou menos, podíamos fazer substituições a qualquer momento e até dava para ver o banco e o treinador era muito engraçado.
O jogo visualmente até estava bem feito, via-se o público nas bancadas, havia placards, policias, jornalistas e os relvados eram bem desenhados. O jogo contava já com repetição dos lances o que também era algo vanguardista. O som ambiente era muito bom ouvia-se o barulho do público, já tinha comentários, e o comentador era uma moca que andava sempre aos berros, o som dos toques na bola eram muito fixes, enfim ajudava realmente a criar uma grande envolvência, e claro a jogabilidade era viciante mesmo sozinho aquilo dava água pela barba, havia inúmeras coisas para fazer, tipo ser campeão em Portugal com o Tirsense, o Salgueiros, ganhar competições internacionais com esses clubes, contratar os melhores jogadores da altura para lá, lembro-me de ter no Tirsense o Ravanelli, Figo, Vitor Baía, Albertini, Romário, entre outros aquilo era um dream team autentico.

Imagem do jogo.

Quando se juntava mais gente a jogar aquilo, bem, não havia palavras para descrever, era a loucura todos a matarem-se para jogar, os insultos, a eterna culpa do árbitro, as aselhices era na realidade muito divertido passar um dia à volta disto e se estivéssemos com mais alguém então era mesmo de rir.
Aconselho vivamente uma partidinha de SWS (era assim chamado para os amigos), para libertar o stress, e para quem nunca jogou, nem sabem o que perdem.

Aqui fica um video com uma partida entre o Real Madrid e o Barcelona.