Golden Axe

Usa as magias.

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Kung Fu

Vais levar na tromba!

Capa do jogo.

Decada de 80 e também pelos anos 90 muitos foram os filmes de porrada que proliferaram, criando actores que ainda hoje são mitos para a minha geração como o Van Damme, o Chuck Norris, o Rambo, o Exterminador, o Robocop, os Ninjas, as Tartarugas Ninjas, entre outros.
Dentro do género de porrada havia os filmes de karate, podia ser outra arte marcial qualquer mas para nós era o karaté ou o kung fu, e depois havia os chinocas como o Bruce Lee, Jackie Chans e mais alguns, é nesta onde de acção a pacotes que parecia ser um filão inesgotável que surge o jogo que vou falar hoje.
Corria o ano de 1985 quando a Nintendo lançou este jogo para a NES, mais uma vez eu joguei na consola dos chineses, o nome do jogo era Kung Fu, e o objectivo do jogo era apanhar maçãs enquanto se levava velhinhas a atravessar a rua, claro que não era isso, com um título destes não podia ser mais específico, era de porrada.

Acho que o nome do boneco era Thomas e tinha de salvar a namorada que era raptada por um gajo mau o Mr. X, basicamente era essa a história, sempre que passávamos de nível íamos subindo andares no total eram cinco e sempre que se acabasse ia ficando mais difícil, eu tenho a dizer que para mim já era difícil no modo fácil.

Imagem do jogo.

Controlar o boneco era fácil um botão para socos outro para chutos e depois direccional para controlar o movimento, os inimigos eram dos mais variados se bem que havia uns anões que eu achava engraçados mas depois eram difíceis porque saltavam e atacavam com chutos e nos para o matar tínhamos de nos baixar e mandar-lhe um biqueiro ou um soco, depois havia tipos que atiravam facas, dragões, cobras, um gajo com um pau e o mais perigoso de todos uma bola de confettis, uiii que medo aquilo se rebenta pode bazar uma vista a uma pessoa.
Basicamente era andar pelo cenário a distribuir pandaca grossa por todos os lados até salvar a miúda, o que no meu caso nunca aconteceu porque levava sempre no pelo do Mr. X, mas mesmo assim gostava de jogar isto era divertido e o som dos socos e dos pontapés eram motivadores se bem que depois vinham os anões e os gajos das facas e tava tudo lixado.
Pelos momentos divertidos que passei em volta deste jogo com primos e amigos que eram viciados em filmes de porrada, aliás quando não davam os filmes nós fazíamos a porrada entre nós e era bonito de se ver ou então não, bem de qualquer maneira é mais uma peça deste museu.


Vai tudo corrido ao soco e biqueirada.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Circus Charlie

Vamos ao circo.

Estamos na altura do Natal e nesta época tradicionalmente temos os espectáculos circenses por todo o lado, por isso faz sentido falar de um jogo divertido que se passava no circo de seu nome Circus Charlie da Konami de 1984 e lançado posteriormente para a NES, e esta foi a versão do jogo que joguei, claro que foi numa consola dos chineses.
Neste jogo controlávamos um palhaço chamado Charlie que tinha de fazer basicamente todos os números do espectáculo, hoje em dia um jogo baseado em circos e controlar um palhaço é aquilo que a malta mais deseja, mas este jogo era mesmo divertido e desafiante.

Capa do jogo.

O jogo estava dividido em 5 níveis distintos, no primeiro íamos em cima de um leão e tínhamos de saltar por argolas em chamas controlando a velocidade a que se corria no dorso do leão, no segundo tínhamos uma prova de equilibrismo e tínhamos de atravessar uma corda e os obstáculos eram macacos que vinham na nossa direcção e tínhamos de saltar por cima deles de quando em vez vinha um macaco azul e esse saltava para nós e tínhamos de saber o momento certo para saltar por cima dele, o terceiro nível era também de equilibrismo mas desta vez em bolas e então tínhamos de andar em cima de uma bola e ir saltando para outra porque se chocavam la ia o palhaço ao chão e depois pelo meio tinha bolas que se moviam mais rápido e então tínhamos de controlar o salto, no quarto nível mais uma vez tínhamos um animal mas agora era um cavalo e então tínhamos de fazer acrobacias no cavalo ao mesmo tempo que este corria e que consistiam em saltar para trampolins e além disso era preciso controlar a velocidade a que corria o cavalo, este era para mim o nível mais difícil e não foram poucas as vezes em que eu batia com a cabeça num dos trampolins ou então caia fara deles não aterrando no cavalo o ultimo nível consistia em fazer aqueles saltos de corda para corda e pelo meio se caíssemos tínhamos um trampolins que ajudam a voltar à corda e depois era so controlar o tempo certo para se saltar para a próxima corda o mais frustrante era quando se chegava à plataforma final e se falhava o salto.



Imagem do jogo.
 
Como já referi neste jogo controlávamos um palhaço o que já de si era estranho e depois quando tínhamos amigos em casa a jogar dava aso ao comentário “que palhaço” sempre que se falhava um salto ou algo do género, este jogo dava para dois jogadores e então como de costume tínhamos de fazer tudo para o adversário perder e também ver quem consegui fazer todos os níveis sem perder uma vida e fazer mais pontos, à conta disso muitas vezes ficou o leão a arder nas argolas pequenas de fogo que traziam sacos de dinheiro que davam mais pontos e tudo por gulodice.
Como era apanágio nestes jogos os gráficos eram muito básicos apesar de achar que neste a animação até era engraçada, os bonecos eram grandes e a música ser contagiante / irritante e os sons cumprirem a sua finalidade.
Por ser um jogo que se passa num circo, que não me lembro de ver muitos, e por controlarmos um palhaço acho que este feito por si só é digno de ser um objecto deste museu apesar de eu não gostar de palhaços.


Olha o palhaço a saltar!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Duck Hunt

Não te rias cão!

Capa do jogo.
Se houve jogo que me deixou a praguejar inúmeras vezes esse jogo foi o Duck Hunt, lançado em 1984 para a velhinha NES mas que eu jogava nas consolas dos chineses, este jogo era para ser jogado com uma pistola de infravermelhos e tínhamos como principal objectivo acertar nos patos.
O jogo tinha três modos distintos que eram o A, o B e o C no A tínhamos apenas um pato para matar e aumentava a dificuldade sempre que se ia passando de nível, no B tínhamos dois patos para matar ao mesmo tempo e a dificuldade também aumentava e no C tínhamos de acertar em pratos que eram airados de uma espécie de catapulta, para mim esse era o modo mais difícil porque a trajectória e velocidade dos pratos não era a mesma, e pronto basicamente eram estes os modos de jogo.
O cão a rir-se.
Na caça dos patos tenho a dizer que havia uma personagem que durante muito tempo me apeteceu espancar, que era o nosso fiel companheiro o cão de caça, que aparecia a cheirar o terreno e se mandava para o meio dos canaviais para os patos voarem, até aí nada contra era uma ajuda, mas sempre que se falhava um pato o gajo levantava-se e ria-se na cara do dono que eramos nós e tínhamos uma arma na mão se isto fosse real ele levava era logo um tiro mas não, e eu fartava-me de disparar contra ele mas o tipo só se ria também devia estar a falhar esses tiros, as tantas, nem imaginam a quantidade de vezes que insultei aquele cão e tudo com nomes mesmo feios que iam desde burro a estúpido.
Por falar em falhar tiros muitas vezes a melhor estratégia para confirmar que se matava um pato ou se estourava um prato era encostar a pistola à televisão e dispara para os sítios o pior era quando mesmo assim se falhava o que era motivo para sermos o alvo da chacota por quem observava.
Este era um daqueles jogos que reunia a família a volta porque dentro de nos havia um caçador desejoso de se libertar e nada melhor que estar em família numa matança de patos que é das coisas mais bonitas que pode haver e depois ainda ter de ouvir dizer que aquele cão era fofinho por parte do público feminino isso então era pior que falhar um tiro, aquele cão era satânico.




Caça aos Patos

Tiro aos Pratos

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Ice Climber

Martelo para escalar.


Capa do jogo.

Um dos jogos que mais me viciou na consola dos chineses foi o Ice Climber apesar de ter sido lançado originalmente para a NES em 1984, este é um daqueles jogos que tem o condão de nos agarrar de uma forma mesmo estupida.
Neste jogo somos um esquimó que tem de subir, ou escalar, uma espécie de montanha abrindo caminho com um martelo deitando abaixo cubos de gelo, ou pelo menos creio que era isso que era suposto ser, mas pensando bem não devia ser porque aquilo tinha cores estranhas, só se fosse gelo de sumos, as tantas era, enfim aquilo fazia a personagem escorregar e era preciso ter cautela senão andávamos a patinar por ali, isso era algo que detestava começava a andar o gajo ganhava lanço e depois eram só saltos mal calculados.
Enquanto se escalava a tal montanha tínhamos inimigos que tentavam tudo por tudo que não subíssemos, então tínhamos, focas, pássaros que nos perseguiam, uma espécie de yetis, julgo eu, que além de nos fazerem mal também tapavam os buracas que íamos abrindo, uns ursos polar e creio que era tudo depois havias uns icebergs que se formavam e caiam em cima da personagem, e depois existiam uma espécie de nuvens que tínhamos de apanhar nos saltos para outra plataforma a dificuldade aqui era que elas se moviam e algumas até eram muito rápidas ou então de tamanho reduzido o que aumentava o grau de dificuldade.

A personagem além de usar o martelo para abrir caminho também dava marretadas nos adversários o que dava para os afastar, quando se estava quase a atingir o topo da montanha tínhamos um nível de bónus onde se apanhavam frutos e mesmo no topo havia um pterodáctilo acho eu que tínhamos de saltar para sair da montanha, nesse nível de bónus muitas foram as vezes que caí ou que nem conseguia chegar ao fim por causa do tempo que se esgotava.

Imagem do jogo.

Este era um jogo divertido que tinha imensos níveis em que a dificuldade ia aumentando, o objectivo era sempre o mesmo atingir o topo da montanha e fazer o maior número de pontos, apanhar tudo nos bónus e evitar perder vidas.
A opção de dois jogadores ao mesmo tempo acabava ainda por ser mais interessante porque enquanto se subia o nosso parceiro não podia ficar para trás senão perdia e aqui eramos obrigados a ter algum jogo de equipa, o que não acontecia muito porque queríamos era ter mais pontos que os colegas, o que fazia com que se perdessem vidas mais rápido, e o nome de guloso surgia muitas vezes nos comentários.
Os sons creio que alguns foram retirados do Super Mário mas não posso precisar, os gráficos enfim não eram nada de mais mas cumpriam o objectivo, aqui o importante era mesmo a jogabilidade e essa era imensa.


Tem o seu equipamento de escalada?

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Excitebike

Salta!

Capa do jogo.

 Excitebike é um jogo da Nintendo lançado para a NES em 1984, foi um dos grandes jogos desta consola e também um dos mais divertidos que joguei.
Este era um jogo de corridas com motas, do género motocross, onde existiam vários obstáculos para serem ultrapassados, como rampas, lombas, manchas de óleo na estrada, entre outros, e tudo isso tinha de ser contornado com um bom uso do pad, ou seja, tínhamos de controlar bem a mota para não cairmos ao chão.

A nível de controlos, como já referi tínhamos de controlar a personagem no botão direccional e depois nos dois botões era só acelerar, sendo que um deles usava o motor até ao limite e tínhamos de ter cuidado para não ultrapassar esse limite senão o motor queimava e tínhamos de ficar parados até arrefecer o que significava perder tempos preciosos para passar à próxima fase.


Imagem do jogo.
O jogo em si tinha três modos, um em que competíamos sozinhos em contra relógio e até ao terceiro lugar dava para passar à próxima fase, outro modo era em competição directa com adversários controlados pela máquina que já era mais difícil porque os adversários estorvavam e davam toques para nós cairmos e o último modo o mais interessante e até inovador para a época era o modo de construção de níveis onde podíamos dar largas à imaginação e criar as  pistas mais loucas possíveis, o que era normalmente a maior atracção em casa tentar construir a pista mais incessível para se completar.
De resto este jogo sempre foi um dos preferidos, até porque era dos poucos deste desporto motorizado, permitia fazer campeonatos entre os amigos para ver os melhores tempos e ainda o factor de design de pistas que dava sempre azo a criações sem qualquer nexo mas que se tornavam divertidas.
Estes são factores suficientes para este jogo fazer parte do museu.

Era sempre a abrir!

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Super Mário Bros

Thank you Mario
But our princess is in another castle

Foi difícil escolher o primeiro jogo para ser colocado neste museu, mas após alguma deliberação chegou-se à conclusão que o Super Mário seria uma boa adição ao espólio que se quer reunir.


Pois bem já devem estar a adivinhar que irei falar do Super Mário Bros o jogo lançado para a velhinha NES da Nintendo uma consola de 8 bits e corria o ano de 1985 quando ele saiu, porém eu só comecei a joga-lo em 1989.
Super Mário, para quem não sabe é originário do Japão e o seu criador foi Shigero Miyamoto, esta personagem já antes tinha aparecido noutro jogo com um nome diferente mas isso deixo ao leitor para pesquisar a história oficial, aqui será abordada a memória do que o jogo foi para mim.

Mário é um canalizador, ou melhor, um picheleiro, seria possível agora fazer-se um jogo com um gajo que trata de canos e fazer sucesso nos dias que correm, acho que não, apesar de saírem imensas sequelas mas o sucesso já vem de trás. Pois bem como estava a dizer o Mário é um canalizador italiano originário do Japão, veste um fato de macaco vermelho, tem um chapéu também vermelho uma camisola em tons de verde, é dono de um bigode farfalhudo tem um irmão chamado Luigi que em tudo é igual ao Mário só que tem um fato branco e boné branco.

Este era um jogo de plataformas no qual o objectivo principal era salvar a princesa da Terra dos Cogumelos das garras do Bowser, basicamente a história era esta, o jogo não prezava por um grande argumento, aliás o Mário já aparecia nessa terra, ninguém sabia de onde ele vinha, quais eram as motivações, mas isso não interessava aliás o seu sucesso deveu-se simplesmente à sua jogabilidade, carisma das personagens, banda sonora que ficava no ouvido e a capacidade de criar vicio, era difícil arrancarem-me o comando da mão, diga-se de passagem.

O jogo em si era bastante simples, tínhamos de saltar de plataforma para plataforma, apanhar moedas, quando se chegava às cem ganhava-se uma vida extra, depois haviam os cogumelos, não eram para alucinar mas sim para por o nosso boneco gigante, porque quando o jogo começava ele era um anão e bastava um toque de um inimigo que se morria logo e se ele estivesse grande podiam tocar uma vez que depois ele ficava anão novamente mas não se morria. O melhor era que quando estávamos gigantes apareciam uma flores que se apanhássemos, podíamos disparar bolas de fogo, isso era espectacular principalmente contra os bosses que dava um jeitão tremendo. Existiam ainda umas estrelas mágicas que nos davam imunidade ao mesmo tempo que nos permitia destruir tudo mas isso tinha um limite de tempo.

O jogo obrigava-nos a saltar para tijolos ou a mandar-lhes com a cabeça para os arrebentarmos, alguns tinham cogumelos que nos faziam crescer, outros tinham cogumelos que davam uma vida, depois havia as flores, as estrelas, bónus de moedas onde cada tolada era uma moeda e por último as trepadeiras onde se ia para as nuvens e depois era só apanhar moedas, funcionava como espécie de nível de bónus o que era fixe quando se jogava aquilo pela milésima vez e já decorávamos os sítios onde estavam as coisas era sempre à abrir.

Os cenários eram dos mais simples começávamos sempre no exterior, depois íamos para os subterrâneos ou fundo do mar que eu detestava, montanhas e depois o interior de uma fortaleza. Quando se estava quase a chegar ao fim dos níveis de exterior e montanhas havia umas escadas para subir e saltava-se para a bandeira de um castelo que era o sinal de vitória e lembro-me perfeitamente de em casa essa ser uma parte muito competitiva pois queríamos sempre ver quem fazia mais pontos aí e também quem tinha mais foguetes, isso era quase mais importante do que chegar ao fim.

Neste jogo o Mário tinha inimigos e alguns bem engraçados, havia uns tipos que pareciam uns queques de chocolate com olhos e pés e esses eram os mais fáceis era só saltar para cima deles e esborracha-los ou então mandar bolas de fogo, depois as tartarugas que tinham uma cabeça de pato era saltar para a carapaça depois empurrar e elas varriam tudo, porém se ficássemos perto elas batiam nas coisas e vinham para trás e se estivéssemos no caminho também íamos de vela o que me aconteceu muitas vezes por querer fazer tempos record nos níveis e também se esperássemos muito tempo elas saiam da carapaça e voltavam a andar, depois haviam as tartarugas com asas, por isso é que tinham cabeça de pato, que se mandássemos uma bola de fogo queima-se as asas e caiam se houvesse buracos morriam senão caiam em terra e tínhamos de acabar o serviço. Existiam ainda aquelas que para mim eram as mais difíceis as tartarugas que saltavam e mandavam martelos, perdi imensas vidas á conta delas, principalmente se fosse anão que era ainda mais difícil de conseguir mata-las. Havia ainda uns couraçados que não se matavam com bolas de fogo era só ao salto, os homens bomba que eram disparados na nossa direcção nos quais devo dizer que morri algumas vezes (muitas), porque tinha de me desviar deles e de outros inimigos e esses só se matava ao salto também. Mas não se pense que os ataques consistiam só nisso depois havia uma nuvem com uma cara sorridente que nos perseguia em alguns níveis e que enviava uma espécie de ouriços-cacheiros com carapaça de espetos e esses como é óbvio não se matavam ao salto se bem que o sorriso da nuvem era perturbante do género “anda cá que eu vou-te lixar, mas com f”, existiam uns pinguins de cachecol que também nos perseguiam e apareciam as dezenas e basicamente aquilo era fugir e saltar, esses eram outro que me metiam nojo, depois nos níveis do mar tínhamos umas lulas que pareciam uns supositórios mas que eram lixadas eu odiava os níveis do mar perdi mais vidas aí do que aquelas perdidas no Titanic. Existiam também umas plantas carnívoras que saíam dos canos e que nos tentavam agarrar.

Falando em canos quem não se lembra dos canos que davam para locais secretos onde se apanhava moedas com fartura? E dos sítios escondidos com vidas como aquele logo no primeiro nível, mas o mais incrível era nos níveis dos subterrâneos, quando se estourava o tecto e se fazia o nível sem problemas e se encontrava os canos que levam logo o Mário para os últimos níveis, quem nunca chegou ao fim assim está a mentir, olhem eu nunca cheguei.

Mas então e o que dizer de quantos cogumelos tínhamos de salvar e depois diziam “ai e tal Mário que a princesa esta noutro castelo”, íamos a outro castelo e estava lá o mesmo gajo preso, ca burro salvávamos o tipo e ia sempre preso e no último apanhava-se a princesa, e depois a princesa dizia obrigado e se quiseres tens uma nova demanda, o que era? Fazer tudo de novo e era se quiséssemos. E fazíamos, eu sei lá quantas vezes joguei aquilo, ainda hoje jogo, devo dizer, que nunca tive uma NES, tinha era aquelas consolas dos chineses daqueles cartuchos amarelos, à outras cores mas o amarelo era o que mais se via ok?

Tenho de falar dos níveis dos bosses aquilo é que era um fartote, tínhamos obstáculos como paredes de fogo que giravam e tínhamos de ter o timing certo para saltar e muitos abismos para a lava, o boss, diga-se de passagem era sempre igual uma mistura de tartaruga com dragão que lançava fogo e martelos, ui que assustador e muito difícil pois o fogo e martelo como se mata este gajo? Simples, se tivessem as bolas de fogo meia dúzia era o suficiente para o matar, ou então o melhor mesmo era saltar por cima dele apanhar um machado que fazia o chão desmoronar-se e ele caia na lava, era este processo igual em todos os bosses, eu tentava sempre mata-los dessa maneira, achava mais piada, mas atenção que o ultimo nível era do caraças se errássemos nos sítios onde entrar aquilo ficava tipo labirinto era mesmo muito difícil e muitas vidas perdi aí também.

A banda sonora era do mais simples que havia, mas ficava no ouvido, tenho a dizer que neste momento o meu telemóvel tem tom de mensagem e toque baseados no Marocas, desafio o leitor que tenha vivido intensamente este jogo a não se lembrar sequer de uma música do jogo, desafio mesmo.

Quando estávamos mais do que um em casa aquilo era de rir, era quem mais fazia coisas para induzir o outro jogador em erro para perder, faziam-se marcações de pontuação para ver quem consegui ir mais longe com mais pontos, basicamente tudo servia para competir, o número de vidas, os continues, os níveis, as bandeiras dos castelos, o tempo, etc. Só parávamos o jogo para comer pão com tulicreme e mesmo assim as vezes não parávamos, só se desse o Tom Sawyer ou o Bocas.

Este jogo teve o condão de colocar também as raparigas aqui do sítio a jogar e tão viciadas como nós rapazes.

Por todas as tardes e noites, sozinho ou em grupo que passei com este jogo acho que ele é merecedor de toda a minha consideração para ser uma exibição permanente deste museu.



Aqui fica um excerto do primeiro nível do jogo.